Quatro verões sustentam o brilho da tarde.
Sob o céu o lago inventa
Outro céu ainda mais largo.
Os resíduos da presença humana
Convertem-se em novo artefato:
Arame, carvão, caminhos abandonados,
A placa de metal na beira da estrada,
Estão entre as vítimas do azul e do lilás.
O sol recorta coqueiros de lâminas espalmadas
(Para que se possa sonhá-los concretamente).
Há também a profecia do mar e do mangue
Tramada em eterna e silenciosa vigília.
Todas as pátrias começam e terminam aqui
Onde o areal se reveza com a densa vegetação.
A terra não revela seu rosto aos olhos dos homens
Mas é preciso acreditar nessa ingênua paisagem.
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