Usineiros
O mecanismo mais próximo da autonegação
Perdem a alma tão logo aprendem o negócio
Pouco meticuloso de queimar à exaustão
Os frutos verdes da terra, o fogo fértil do chão
Mas não lhes cabe o deserto das horas
Nem lhes pertence sua condição cadavérica
A praga esteriliza o solo, a fonte petrifica,
Seca rios fartos e o pomar da infância apodrece
Nada legará a promessa do açúcar a quem ignora:
Somente o trabalho da natureza permanece.
Talvez o que chamamos degradação
Não passa de um jogo
Entre homens satisfeitos com a morte.
Esse deve ter saido da velha Ariranha batendo forte no coração interiorano, certo?
ResponderExcluirMas gostei. Ficou bom. Até mandei para uma amiga que estuda economia canavieira (espero que não se importe).